O presidente da LALIGA, Javier Tebas, fez um novo alerta à comunidade de clubes e entidades da Europa sobre o projeto da A22 para uma Superliga Europeia, enfatizando que o futebol não pode subestimar a ameaça representada pela iniciativa.
A A22, também conhecida por sua proposta de uma “Unify League”, pretende alterar significativamente a estrutura das competições continentais, introduzindo um torneio com 96 clubes masculinos divididos em quatro divisões, sem sistema de promoção ou rebaixamento. No entanto, a proposta tem recebido críticas contundentes de Tebas e outros representantes, que a consideram elitista e restritiva.
Em uma entrevista ao The Guardian, Tebas expressou sua preocupação, alertando que a proposta não deve ser levada levianamente, e acusou os idealizadores de tentar gerar incerteza e instabilidade no cenário futebolístico europeu. Ele ressaltou a necessidade de os clubes e ligas analisarem minuciosamente esse tipo de iniciativa, destacando a importância de uma posição firme por parte das entidades reguladoras do futebol.
Tebas ainda apontou que a A22 busca pressionar a UEFA, que está em processo de avaliação da proposta. O presidente da LALIGA questionou a viabilidade financeira do projeto e defendeu a realização de consultas abrangentes a todas as partes interessadas do futebol europeu antes de qualquer decisão ser tomada. Ele afirmou que a UEFA não deve ceder às pressões, pois a comunidade futebolística não apoia a criação da Superliga.
O alerta de Tebas surge em meio à análise que a UEFA está fazendo em relação à proposta da A22. Uma das possibilidades em discussão é a autorização do projeto, permitindo que os clubes decidam se desejam participar da Superliga e de outras competições continentais. Entretanto, a UEFA já rejeitou versões anteriores da Superliga, o que a levou a rever suas diretrizes para a criação de novas competições.
Adicionalmente, Tebas criticou a expansão do Mundial de Clubes e o novo calendário de jogos proposto pela FIFA, juntamente com a LALIGA, Fifpro e as Ligas Europeias, que apresentaram uma queixa formal à Comissão Europeia contra essas mudanças e seus impactos no futebol nacional. Ele alertou que as propostas da FIFA têm o potencial de afetar negativamente as ligas nacionais e os calendários, comprometendo a base do futebol europeu.
“Continuaremos a nos opor à realização dos Mundiais de Clubes, porém é necessário aguardar”, declarou Tebas. “Acredito que, do ponto de vista financeiro, será um desastre, e tanto os sindicatos quanto as ligas rejeitam esse modelo esportivo. As implicações nos calendários das competições nacionais não foram devidamente consideradas. Essas propostas e formatos são desenvolvidos sem levar em conta que o sustento da indústria do futebol reside nas ligas nacionais.”